A redução do impacto ambiental dos sistemas de refrigeração é hoje uma das principais prioridades do setor. No entanto, avaliar corretamente as emissões associadas a uma instalação de refrigeração exige uma análise que vai muito além do refrigerante utilizado.
Para compreender o verdadeiro impacto ambiental de um sistema é necessário considerar diferentes fatores, nomeadamente as emissões diretas, associadas a eventuais fugas de refrigerante, e as emissões indiretas, relacionadas sobretudo com a energia necessária para garantir o funcionamento da instalação.
Esta abordagem permite obter uma visão mais completa sobre a eficiência e sustentabilidade dos sistemas de refrigeração.
Emissões diretas e indiretas
As emissões diretas estão essencialmente relacionadas com as perdas de refrigerante ao longo da vida útil da instalação. A escolha de fluidos com menor Potencial de Aquecimento Global (GWP), aliada a uma correta manutenção e monitorização do sistema, pode contribuir significativamente para a redução destas emissões.
Por outro lado, as emissões indiretas resultam principalmente do consumo energético necessário para manter os equipamentos em funcionamento.
Num setor onde a refrigeração pode representar uma parte significativa do consumo total de energia de uma instalação, a eficiência energética assume por isso um papel determinante na redução da pegada de carbono. Estudos sobre tecnologias de refrigeração sustentável têm precisamente identificado o consumo energético, as emissões anuais e os custos de investimento e operação como fatores fundamentais na avaliação de diferentes soluções.
A importância da eficiência do sistema
Avaliar apenas o tipo de refrigerante não é suficiente para determinar se uma solução é ambientalmente mais sustentável.
O desempenho global depende de diversos elementos, como:
- eficiência energética dos equipamentos;
- condições de funcionamento da instalação;
- controlo e monitorização do sistema;
- manutenção preventiva;
- deteção de fugas;
- condições exteriores;
- perfil de utilização da instalação.
Por este motivo, duas instalações que utilizem o mesmo refrigerante podem apresentar impactos ambientais significativamente diferentes ao longo da sua vida útil.
Tecnologia e controlo como ferramentas de eficiência
A evolução dos sistemas de controlo e monitorização permite atualmente acompanhar de forma muito mais rigorosa parâmetros como temperaturas, pressões, consumo energético e desempenho dos diferentes componentes da instalação.
A recolha e análise desta informação facilita a identificação de anomalias, permite otimizar o funcionamento dos equipamentos e contribui para uma manutenção mais eficiente.
Neste contexto, a digitalização e a automação dos sistemas de refrigeração assumem um papel cada vez mais importante, permitindo equilibrar três objetivos essenciais: desempenho, eficiência energética e redução do impacto ambiental.
Uma visão global sobre a sustentabilidade
A transição para sistemas de refrigeração mais sustentáveis passa, assim, por analisar toda a instalação e não apenas componentes isolados.
Escolher equipamentos eficientes, utilizar soluções de controlo adequadas, reduzir perdas de refrigerante e acompanhar continuamente o desempenho energético são medidas complementares que permitem melhorar a eficiência global de uma instalação.
Na Digicold, acompanhamos a evolução tecnológica do setor da refrigeração e disponibilizamos soluções de controlo e monitorização orientadas para uma gestão mais eficiente, fiável e sustentável das instalações.
Fonte: CAREL – https://l1nq.com/tkke1js

